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domingo, 6 de setembro de 2009

Saiba tudo sobre cores e pintura

Essa reportagem mostra tudo o que você precisa saber antes de comprar as tintas e contratar a mão-de-obra.

Por Danilo Costa, Eliana Medina e Michelle Grein (assistente)
Fotos: Célia Mari Weiss

Preços pesquisados em São Paulo em agosto de 2008. Válidos para latas de 3,6 litros.

Cor: azul-turquesa (ref. S1555B10G, Tintas Ypiranga).
Segredo da profissional: “Para trazer a sensação de amplitude à varanda, colori somente as paredes. Usei branco no teto, nas esquadrias e nos detalhes, como os chapéus de palha trazidos de viagem”.">-
Colorir as paredes é uma boa solução para renovar rapidamente a casa. Embora as tintas brancas ainda representem 45% das vendas no país, segundo pesquisa da Tintas Coral, a procura por versões coloridas é grande – aposta barata para mudar os espaços. Como escolher os tons nem sempre é fácil, aproveite as dicas de especialistas para se sair bem nessa tarefa, além de conhecer lançamentos , o passo-a-passo de uma pintura sem erro e respostas para as dúvidas mais comuns sobre o assunto . Clique na imagem ao lado para saber a referência das cores.
Antes de sair para comprar as tintas, faça as contas de quantos galões você vai precisar em nossa calculadora!





Cor: uva (ref. S4040R30B, Tintas Ypiranga).
Segredo da profissional: “Uma área de passagem merece um tom de impacto, que não passe despercebido. Neste caso, preferi uma tonalidade com ar sóbrio, que ainda ajudou a demarcar o rodapé branco de madeira com 10 cm de altura”.">
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Cor: verde-cheiro-verde, eleita a tonalidade de 2009 pela Tintas Coral.
Segredo do profissional: “Ao selecionar tons frios (azul, preto e verde), o ideal é trazer aconchego com a combinação de piso de madeira ou de tapetes”.">
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Cor: cinza do sistema tintométrico (ref. R065, da Suvinil).
Segredo do profissional: “O cinza-escuro-esverdeado não comprometeu a luminosidade e a sensação de amplitude da sala porque é um lugar bastante claro e eu mantive piso e teto brancos”.">
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Cor: marrom do sistema tintométrico (ref. R175, Suvinil).
Segredo do profissional: “As cores escuras, principalmente quando estão expostas ao sol, têm menor durabilidade frente às versões claras. Por isso, já me preparei para renovar a parede a cada ano”.">
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1. Látex Maxx, vermelho (ref. 112, Suvinil), PVA premium.
2. Látex PVA premium Decora verde-cheiro-verde (Tintas Coral).
3. Acrílico premium azul-náutico (Eucatex).
4. Acrílico premium Melalatex Requinte Superlavável amarelo (ref. 6913, herwin-Williams).
5. Acrílico premium violeta (ref. LKS1945, Lukscolor).
6. Acrílico premium creme (ref. 315-4, Tintas Renner).">-


DE OLHO NA QUALIDADE. Em junho deste ano, o programa setorial de qualidade da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) publicou a versão revisada da norma técnica NBR 15.079. Ela torna obrigatória a menção na embalagem do nível de desempenho dos látex econômico, standard e premium. “Essa classificação ajuda a diferenciar o preço de uma tinta econômica em relação às demais”, explica a química Gisele Bonfim, supervisora técnica da associação. Outra iniciativa da Abrafati é um projeto que visa reduzir a emissão de VOCs – compostos orgânicos voláteis maléficos à saúde e à camada de ozônio – por meio da auto-regulamentação dos 16 fabricantes credenciados (veja a lista aqui). “A idéia é limitar o uso desse composto e ampliar o número de itens à base de água, que já representam 80% do setor residencial”, conta Gisele.

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Tintas acrílicas premium para áreas internas e externas (clique na imagem para ver as referências das cores):

2. A formulação da Acrílico sem Cheiro (ref. P044) faz com que o odor saia em até três horas após a pintura. Suvinil, R$ 60.
3. Com até 800% de elasticidade, a acrílica semibrilho Frentes & Fachadas (ref. 117-5) cobre e previne fissuras. Tintas Renner, R$ 74.
4. A tinta Sol & Chuva (ref. 50 BG 44/094) protege as paredes de intempéries e maresia graças à sua elasticidade. Tintas Coral, R$ 50.
5. A Ambiance (ref. S2010-R20B), de consistência mais espessa, promete baixa incidência de respingos. Tintas Ypiranga, R$ 58.
6. Metalatex sem Cheiro (ref. 3840) com alta lavabilidade. Sherwin-Williams, R$ 59.">-


Nem só azul nem só roxo. Esqueça a história de seguir a cor da moda, pois a tendência dos fabricantes é apostar no mix de tons para satisfazer o maior número de consumidores e projetos. A Tintas Coral, que todo ano elege o tom da temporada (veja foto ao lado), ainda oferece um catálogo com outras nuances. “As pessoas devem se sentir livres paracriar a própria paleta”, explica Paola Vieira, gerente de colour marketing da empresa. “Mas elas também querem saber o que está sendo usado lá fora”, diz.

O QUE VEM POR AÍ. Segundo Elisabeth Wey, presidente do Comitê Brasileiro de Cores (CBC), de São Paulo, momentos de incertezas, como o aquecimento global que vivemos, apontam para as tendências focadas na ecologia, a exemplo dos verdes. Em contraponto a essa realidade, também aparecerão os tons que despertam ilusão e fantasia. Caso dos dourados e dos metálicos, a irreverência das nuances fortes, como o azul-real, além dos contrastes com preto, branco e vermelho. Na hora de escolher uma ou mais possibilidades, também vale aproveitar as facilidades oferecidas pelos fabricantes. O grupo PPG, que inclui a Tintas Renner, lançou um sistema tintométrico que por meio de um software permite relacionar as cores aos aspectos psicológicos do consumidor. Em abril deste ano, a Suvinil inaugurou em seu site uma ferramenta inédita que permite adicionar a foto de um ambiente de sua casa e brincar com os tons.

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PINTURA SEM ERRO
Na preparação de superfícies novas, deve-se aguardar de 30 a 40 dias para a cura do reboco. “Isso evita fissuras”, orienta Maurício Botelho, da Escola Orlando Laviero Ferraiulo, do Senai, em São Paulo. Em seguida, basta lixar, remover o pó e usar uma demão de fundo selador para melhor absorção da tinta. Na repintura, Maurício recomenda preparar a parede com lixa nº 100 ou 120. Se houver mofo, limpe essa área com uma parte de água sanitária e dez de água. “Enxágüe e espere secar”, orienta o profissional. Para um trabalho impecável, veja o passo-a-passo.

• Proteja o chão com uma lona. Ela pode cobrir inclusive o rodapé e deve ser colada rende à parede com fita crepe.
• Remova os espelhos de luz e forre interruptores, molduras de portas e janelas com a fita.
• Tampe as pequenas imperfeições, comuns em paredes antigas, com espátula e massa corrida. Nesse trecho, vale aplicar uma demão de fundo preparador. Espere secar, lixe e remova a poeira.
• Mexa a tinta e inicie a pintura com um rolo de lã de pêlos baixos (5 ou 6 mm). O segredo é desenhar a letra W ou M na parede e manter esse movimento até o fim para obter uma cobertura uniforme. Aguarde de seis a oito horas entre cada demão.
• Dê o acabamento em todos os cantos juntos a rodapés e molduras. Use trincha de cerdas pretas ou mistas, e movimente-a em linha reta.

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Tintas látex PVA para área interna e esmaltes para diversas superfícies (clique na imagem para ver as referências das cores):

1. O Látex Maxx de PVA premium (ref. C032) promete rendimento 40% a mais do que as versões da sua categoria. Suvinil, R$ 39.
2. Esmalte Seca Fácil (marfim). Hydronorth, R$ 45.
3. Acrílico premium PintaTudo para cobrir alvenaria, madeira e metal. Tintas Renner, R$ 68.
4. A acrílica premium Polycril Veludo (verde-incenso) pode ser diluída em até 50%. Universo Tintas, R$ 34.
5. Acrílica standard Rende Muito (vanilla). Segundo o fabricante, cobre 20% a mais do que as tintas semelhantes. Tintas Coral, R$ 35.
6. Esmalte à base de água (ref. LKS1946) de secagem rápida. Lukscolor, R$ 61.">-


Dúvidas mais comuns
POR ONDE COMEÇAR?
“Perca o medo de ousar”, diz a artista plástica Maria Luisa Beer, de São Paulo, que presta consultoria a clientes que desejam colorir a casa. Os leigos no assunto, que pretendem ter convicção nessa tarefa, podem testar as opções na parede antes de decidir. Alguns fabricantes têm latinhas para cobrir até 1².

QUE COR DEVO USAR?
“Depende do gosto de cada um, do tamanho do espaço e da luz”, responde Francisco Cálio. Em pequenas áreas, os tons claros dão a sensação de profundidade. “Os quentes (amarelos e vermelhos) trazem mais aconchego”, conta Paula Csillag. “Já os frios (azuis) costumam acalmar”, acrescenta ela. Mas, se você pintar o quarto de azul, cuidado para não deixá-lo triste. “Quem tem depressão deve adotar nuances vibrantes, como o turquesa”, sugere a especialista em feng shui Silvana Helena Occhialini, de São Paulo.

COMO MISTURAR TONS?
O professor João Carlos Cesar, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), sugere entender a diferença entre matiz (cor propriamente dita: verde, azul), luminosidade (clara ou escura) e saturação (quanto mais cinza, menos saturada). “Para criar parcerias harmônicas, mantenha a saturação e a luminosidade próximas, como verdes e vermelhos-claros”, diz. “O mais difícil é misturar vermelho-claro com verde-escuro”, completa ele. HÁ

COMBINAÇÕES MAIS SIMPLES? Paola Vieira recomenda usar tom sobre tom, vibrantes com neutros ou famílias de cores próximas, como amarelos e laranjas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA ( com esquema completo)

Milton P. Nogueira Jr.

Nos últimos anos, a energia solar fotovoltaica tem provido energia elétrica para qualquer aplicação e em qualquer localização na Terra e no Espaço. Sendo que o meio urbano começa a se destacar como um grande absorvedor desta tecnologia ecológica.

Diferente dos sistemas solares para aquecimento de água, os sistemas fotovoltaicos (FV) não utilizam calor para produzir eletricidade. Interpretando a palavra; "photo" significa "produzido pela luz," e o sufixo "voltáico" refere-se a "eletricidade produzida por uma reação química." A tecnologia FV produz eletricidade diretamente dos elétrons liberados pela interação da luz do sol com certos semicondutores, tal como o silício no painel fotovoltaico. Esta energia é confiável e silenciosa, pois não existe movimento mecânico. O movimento dos elétrons forma eletricidade de corrente direta.

O elemento principal é a célula solar. Várias células são conectadas para produzir um painel fotovoltaico e muitos painéis conectados formam um "array" ou módulo fotovoltaico. Os paineis FV são encontrados comercialmente nos tamanhos que variam entre 10 e 300 Watts. Um sistema fotovoltaico completo consiste de um painel ou um módulo conectado a um inversor que converte a eletricidade de corrente direta em corrente alternada que é compatível com o sistema da rede elétrica. Baterias poderão ser incluídas no sistema para prover um sistema totalmente independente da rede elétrica "off grid" ou de "emergência" em caso a rede elétrica interrompa o serviço de energia elétrica por motivos diversos.

As células fotovoltaicas podem ser fabricadas através de diversos processos ou tecnologias e entre elas destacam-se as seguintes:

-Silício cristalino
-Silício poli-cristalino
-Silício amorfo
-Cádmium Telluride
-Copper Indium Gallium
-Diselenide

Os tipos básicos de inversores são:

  • Inversor de onda senoidal, utilizado em sistemas ligados a rede elétrica "utility intertie". A maior parte das residências utilizam corrente alternada de 60Hz e 120 Volts. O inversor senoidal transforma a corrente direta do sistema FV(variando geralmente entre 12Vcd – 360Vcd) em 120 Vca, 60 Hz e sincroniza com a rede elétrica.
  • O Inversor de onda senoidal modificada é semelhante ao anterior porém não produz energia com a mesma qualidade e desta maneira não é aceito pela rede elétrica e seu uso fica restrito para os sistemas independentes e de custo inferior.
  • Os sistemas fotovoltaicos produzem energia intermitente porque trabalham sómente quando o sol está brilhando. O pico de produção da energia elétrica é alcançado num dia claro de intensidade solar máxima com ângulo direto, perpendicular ao módulo.

    Dias nublados reduzem a energia produzida e não há produção elétrica durante a noite. Em localidades equatoriais o sistema FV produzirá em média a mesma quantidade de energia durante todo o ano, porém na medida em que se eleva a latitude do local, a maior produção da energia elétrica se efetua no verão, quando o sol está mais alto e os dias são mais prolongados. Geralmente esta disparidade é compensada em sistemas de bombeamento de água (necessita-se de mais água no verão) ou na utilização de energia elétrica para refrigeração.

    A energia fotovoltaica geralmente é mais cara do que a energia convencional suprida pela companhia elétrica. Embora processos de fabricação tenham sido aperfeiçoados para a redução do custo do painel fotovoltaico desde os meados de 1970, a eletricidade FV tem um custo médio de U$0.25/KWh.

    Na determinação do tamanho do sistema fotovoltaico necessário a sua aplicação, você deverá primeiramente calcular o consumo máximo de energia elétrica em termos de KWH (kilowatt-horas) diários ou mensais. Faça uma avaliação da energia solar recebida no local (existem mapas com a quantidade de radiação solar incidente disponíveis). A superfície para instalação do módulo deve estar livre de sombras e obstáculos que irão impedir a radiação solar. Observe que o sol se encontra ao Norte quando o local está situado ao Sul do Equador. Desta maneira a melhor orientação de um sistema FV a ser instalado em São Paulo será voltado para o Norte com um ângulo de 39 graus com a horizontal (24 de latitude + 15). Eu recomendo a adição de 15 graus para compensar os meses de inverno, quando o sol se situa a uma altitude mais baixa.

  • Quando o accesso ao telhado ou sua orientação não permitem a montagem do módulo fotovoltáico, a instalação poderá ser feita no terreno com estrutura fixa ou rastreadora "tipo tracking"que segue o movimento do sol. Um outro local atrativo para instalações comerciais é a utilização dos telhados de estacionamentos. Assegure-se de que a localidade para a instalação do módulo esteja livre de qualquer sombreamento, pois a eficiência do sistema será substancialmente reduzida.

    O tamanho do telhado para acomodar o sistema FV depende da capacidade geradora. A maioria dos sistemas residenciais requerem 5 metros quadrados para um sistema pequeno, podendo chegar entre 50 a 100 metros quadrados para prover a quantidade total de eletricidade consumida pela residência. Sistemas commerciais são geralmente bem maiores. Considere a área de 1 metro quadrado equivalente a 100 watts para estimativa, quando utilizando módulos de silício cristalino ou poli-cristalino. Observe a seguinte tabela para estimação da área ocupada por um sistema fotovoltaico.

    Enquanto o sistema FV pode ser instalado em qualquer telhado, alguns tipos de telhados são mais simples e fáceis de trabalhar. O telhado que possui as células fotovoltaicas integradas já é encontrado no mercado Norte Americano e pode ser um bom candidato para o mercado Brasileiro.

    Vários são os fatores que influenciam a escolha do tamanho do sistema FV. Para iniciar, avalie o quanto o seu sistema FV deverá suprir no seu consumo elétrico atual. A sua conta elétrica mostra o seu consumo mensal ou diário nas unidades de KWh. Um sistema FV de 2KW (2000 Watts) produzirá em média 7 KWH diários na região sul do Brasil.

    Observe que um sistema solar FV é modular e com devido planejamento será permitido a adição de outros módulos no futuro.

    A fotografia acima consta de um sistema FV interligado a rede elétrica na cidade de San Francisco, California(Veja também diagrama). É um sistema de 3,6 KWp (3,1 KWp Corrente Alternada) constando de 30 módulos de 120 Wp cada. Cada painel possui 24 Volts e 3,6 ampéres de potência. São conectados em 15 linhas paralelas de 2 paineis em série para o total de 48 Volts (DC) e 54 ampéres. O inversor é senoidal (pois a companhia elétrica está comprando a energia elétrica produzida pelo sistema durante o dia). O valor médio em dólar Americano produzido pelo sistema e descontado integralmente da conta elétrica do residente e dono do sistema é aproximadamente U$ 50,00 por mês. (variando de acordo com as estações ou seja; mais no verão e menos no inverno). Este sistema teve um custo total (incluindo impostos, material, instalação e abatimento pela companhia elétrica) de U$ 25,000.00 (U$ 8.500,00 foram pagos pela companhia elétrica). A área total ocupada pelo módulo FV é de 35 metros quadrados.

    Este programa de abatimento faz parte da reestruturação das companhias elétricas na California. A lei AB 1890 prevê U$ 540 milhões (a ser coletado de todos os usuários das 3 maiores companhias elétricas pertencentes a investidores na California) para promover a competitividade do mercado de energias renováveis. Este sistema foi projetado por Milton P. Nogueira Jr. da companhia Solar Depot. Uma residência típica Californiana, recebe a energia solar durante um ano equivalente a 8 vezes a demanda de energia elétrica que esta mesma residência utiliza durante o ano.
    site fonte: http://www.aondevamos.eng.br/

    Esquema Completo de como montar em sua casa também:

    ESQUEMA DE ENERGIA SOLAR (EM PDF)